Por que o e-commerce é o futuro do mercado de moda?

Não contente com o streetwear e com as capas de revista, o mercado de moda ganhou os espaços virtuais. Aos poucos, consumidores perdem o medo de comprar roupas e acessórios pela internet. Com uma tabela de medidas em mãos, os usuários buscam por bons preços e pela facilidade de conhecer novas marcas na web. Para alcançar o sucesso, marcas impulsionaram suas estratégias de marketing e o relacionamento com os clientes nas redes sociais, apostando nos espaços virtuais como o novo horizonte da moda.

Quer saber por que o e-commerce de moda é o futuro da indústria? Então leia o nosso post de hoje:

O crescimento de múltiplas variáveis

Segundo dados de 2014, somente no Brasil, mais de 100 milhões de pessoas interagiram, navegaram, fizeram buscas, pesquisas e compras pela internet. 50% dos usuários já compraram em e-commerces. Há ainda 100 milhões de brasileiros que ainda não têm internet — mas que têm potencial para adquiri-la em um futuro próximo.

Em uma pesquisa realizada pelo MercadoLivre, a subcategoria de sapatos apresentou um crescimento de 29% do período de janeiro a outubro de 2013, se comparado ao mesmo período de 2012.

Diversos fatores contribuem para isso: além dos usuários terem mais acesso à internet e estarem mais à vontade com as lojas virtuais, as imagens apresentadas têm melhor qualidade e mesmo negócios pequenos já assimilaram a importância de boas descrições e de um bom marketing para o sucesso das vendas.

O entusiasmo do público feminino

E-commerces de moda voltados para o público feminino são os que mais crescem no Brasil. A ascensão das lojas virtuais de moda representa a entrada da mulher brasileira nas relações de compra da internet.

Iniciativas como a I Love E-commerce, por exemplo, selecionam lojas, apresentam descontos e prestam assessoria no momento de comprar moda on-line, ajudando novas consumidoras com orientações sobre ofertas, trocas e avaliação de serviços.

  • No MercadoLivre, metade do público visitante é formado por mulheres. Em 2013, elas eram 30%, de acordo com uma pesquisa realizada pela Ipsos Marplan;
  • No mesmo site, a categoria “moda” apresentou um crescimento de 45% em 2014 em relação a 2013;
  • E a categoria “beleza e saúde” conquistou 16% dos pedidos feitos em 2014. Ela também ocupou a 2ª posição entre as categorias mais vendidas no site, segundo uma pesquisa realizada pela E-bit em 2014.

O e-commerce de moda em números

O Brasil é o 3º maior mercado da Farfetch, e-commerce de peças de luxo, atrás apenas dos Estados Unidos e Reino Unido. Em 2013, a loja arrecadou 174 milhões de dólares. A loja nacional de luxo OQVestir, que comercializa marcas como Cris Barros e Pedro Lourenço, também cresceu 100% em relação a 2012.

De acordo com o relatório Webshoppers, elaborado pela E-bit, o comércio on-line teve um crescimento de 28% em 2013 e lucrou cerca de R$ 28,8 bilhões. 19% das vendas são representadas pela indústria da moda.

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Como se sobressair no mercado da moda

De acordo com o fundador e CEO da Farfetch, José Neves, é possível crescer e lucrar simultaneamente, mas o aporte de investidores é necessário. Um crescimento satisfatório necessita de investimento pesado eminfraestrutura, marketing e novas ideias.

A experiência de compra em uma loja virtual é tão importante quanto em uma loja física. Se na segunda você pode usar sons, cheiros e outras estratégias de ambientação para emergir o consumidor nos conceitos da marca, na primeira você precisará de uma estrutura eficiente de experiência do usuário para que ele entenda os valores do que está comprando.

É preciso também pensar em uma experiência de compra que tenha como objetivo a fidelização do consumidor, oferecendo vantagens facilitadas pelo mundo virtual, tais como os cupons de desconto, a disponibilização de anúncios segmentados etc.

Assim como em diversos setores, o mercado de moda foi fortemente influenciado pelas possibilidades do mundo virtual. Um e-commerce de moda bem estruturado traz oportunidades não apenas para marcas já consolidadas no mercado alcançarem novos públicos, como também para jovens criadores disponibilizarem os seus produtos em mercados mais amplos a um custo mais acessível.

E então, o que você achou da nossa postagem? Deixe um comentário contando para a gente qual é a sua opinião.


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