Comissão de agências de publicidade: como lidar com o BV no digital?

O avanço da tecnologia e a revolução digital estão transformando os hábitos das pessoas, as experiências de consumo e, consequentemente, a forma de fazer comunicação. Uma pesquisa da agência OgilvyOne dos Estados Unidos aponta que, até o ano de 2020, 80% das mídias serão digitais.

Diante desse cenário, uma nova questão entra em pauta: como fica a comissão de agências de publicidade?

Até pouco tempo, a maior parte dos rendimentos de uma agência era obtida por meio do BV (bônus de veiculação), que é uma comissão de cerca de 20% cobrada em cima do valor do que é veiculado nas mídias. Por exemplo: se uma empresa investe R$ 100 mil em campanhas na TV, 20% desse valor (R$ 20 mil) são o BV da agência.

Essa prática permitia que os valores não fossem cobrados apenas pela criação e não ficassem muito distantes uns dos outros, criando certa padronização na hora de precificar o trabalho.

Mas, agora que as mídias mais tradicionais estão perdendo espaço para as digitais, as agências de comunicação se deparam com o desafio de criar uma nova forma de cobrar pelo seu serviço, a partir de algumas variáveis que você confere a seguir.

Fixo mensal

Muitas empresas de comunicação digital estão optando por cobrar um valor fixo mensal para desenvolver um conjunto de estratégias. Afinal, uma campanha digital precisa de várias mídias entrelaçadas para alcançar os resultados almejados.

Para chegar à remuneração final, é analisado o valor da hora de trabalho da equipe, que varia de acordo com o número de profissionais envolvidos e a sua expertise. Com esse valor/hora definido, é só estimar a quantidade de trabalho, o tempo dedicado a cada cliente e fazer a conta.

Resultados

Uma das grandes vantagens das mídias digitais é a possibilidade de medir os resultados de cada estratégia de uma forma rápida e eficiente.

As principais ferramentas de comunicação on-line, como o Facebook, o Google AdWords e tantas outras, possuem sistemas de métricas bastante inteligentes e estão ajudando muitas agências a definirem os valores de seus serviços prestados.

Nesse sistema, cobra-se um valor percentual pela venda de produtos ou serviços. Ou seja, um plano de mídias sociais é elaborado e faz-se um acordo com o cliente de um percentual com relação às vendas obtidas através de cada mídia.

Trabalho individual

Existem, ainda, muitos profissionais que estipulam o valor de seus serviços de acordo com cada trabalho, individualmente.

Dessa forma, o desenvolvimento de um site tem um preço, o post de um blog (que faz parte de uma estratégia de marketing de conteúdo) tem outro preço, e assim por diante.

Nas redes sociais, é possível cobrar por mídia — uma quantia mensal para administrar o Facebook, o Instagram, o Twitter (separadamente ou em conjunto), por exemplo — ou até mesmo por postagens, se o volume de trabalho for menor.

Seja qual for a forma de remuneração e os novos moldes da comissão de agências de publicidade, o tema ainda é bastante controverso, pois há quem pense que é difícil chegar a um preço justo para agência e cliente.

A melhor forma de fazer essa definição é por meio de um contrato claro e acordado entre as partes, que será respeitado durante todo o processo de execução do trabalho. A partir daí, basta a agência apresentar relatórios quinzenais ou mensais mostrando seus esforços e resultados, e esperar que o cliente reconheça e valorize o poder das mídias digitais.

E você, como tem cobrado pelos seus serviços no mundo digital? Já teve algum problema com clientes em relação a isso? Conte a sua experiência aqui nos comentários!


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Thiago Távora

Gerente de Marketing da empresa iSET. Formado em Gestão de Marketing. Especialista em Marketing DIgital e Mídias Sociais. Atuando como Gerente comercial e Negócios. Experiência profissional de mais de 10 anos na área de Internet. Apaixonado por esportes, filmes de ficção científica e amante de música eletrônica.