Como escolher o melhor gateway de pagamento para o e-commerce

Originária do inglês, a expressão gateway pode ter diversos significados. Curiosamente, todos descendem da palavra portão e, no mundo digital, a sua função não está muito longe daquilo que significa. Ferramentas como gateway são uma espécie de dispositivo que faz a ligação entre duas redes. Eles são usados para diversos fins, inclusive, como um instrumento para transações de lojas virtuais.

A seguir, você vai conhecer um pouco mais sobre o gateway de pagamento e como ele é importante para as transações virtuais. Confira!

O que é um gateway de pagamento?

A princípio, gateway de pagamento é uma interface contratada para processar as transações online. Elas podem ser feitas tanto por cartão de crédito, quanto boleto ou débito na conta corrente. Os gateways fazem a conexão entre o e-commerce e os agentes financeiros, que podem ser operadoras de cartão de crédito ou bancos.

Para exemplificar, podemos dizer que esse dispositivo equivale à máquina de cartão usada nas lojas físicas. Ela é capaz de registrar e processar os pagamentos tanto de crédito quanto débito. E assim como essas máquinas, os gateways são apenas um intermédio, pois quem tem a relação com as instituições financeiras é o comerciante.

Porém, como toda loja virtual precisa ter uma plataforma própria para que seus clientes façam as suas transações, os gateways ficam responsáveis por fazer essa a comunicação entre lojas e as financeiras.

Ainda assim, a função dele é limitada e apenas registrar e processar não é o suficiente, é preciso que haja uma verificação da validade do pagamento e isso é feito por outro tipo de empresa: os adquirentes. A seguir vamos explicar o que são adquirentes e também outro segmento dos pagamentos online: os subadquirentes. Acompanhe!

Adquirentes

Os adquirentes são as empresas que quitam as transações. Assim, eles são os encarregados de analisar e capturar o pagamento durante o decurso da compra. Após esse processo, devolvem os valores correspondentes da venda aos comerciantes.

Quando uma transação é aprovada, por exemplo, a bandeira do cartão passa essa informação para o adquirente, que autoriza a compra. O lojista costuma receber o pagamento em até 30 dias após a venda. Se a transação é parcelada, o pagamento pode ser entregue conforme as parcelas são recebidas ou à vista, mas isso depende do tipo de plano contratado.

As empresas adquirentes cobram taxas para realizar seus serviços. Essas tarifas são de 3% a 6% e variam de acordo com a forma de pagamento escolhida pelo cliente. Isto é, as mais altas são aplicadas para compras parceladas e as mais baixas para débitos e crédito à vista.

Alguns adquirentes dispõem de máquinas de cartão e costumam cobrar em torno de R$ 100 para o seu aluguel mensal. É possível contratá-los diretamente, contudo, o gateway, o sistema antifraude e o serviço de boleto bancário devem ser combinados à parte.

Subadquirentes

Os subadquirentes são companhias que fornecem um pacote completo para os empreendimentos digitais. Conhecidos também como facilitadores, eles são plataformas que contêm as mesmas funções de um gateway e mais outros serviços — funções que provavelmente o lojista teria que contratar por fora, como um sistema antifraude, por exemplo.

Com isso, o comerciante pode ter todos esses serviços com apenas uma contratação, mas, além de ser mais caro, deve pagar uma porcentagem de suas vendas para os subadquirentes.

O que os gateways trazem de benefícios para o e-commerce?

Os gateways são sistemas bastante interessantes para o vendedor. Eles simplificam a conexão entre as lojas virtuais com as instituições financeiras e proporcionam a oportunidade de fazer a própria gestão de risco e de finanças.

Esses dispositivos são capazes de automatizar toda a sequência de finalização de pagamentos. Com eles, é possível gerar boletos, enviar e-mails de confirmação, entre outras funções. Inclusive, alguns oferecem painéis e relatórios gerenciais. Isso facilita bastante a configuração dos meios de pagamento.

Há também serviços mais avançados, como compra em 1 clique, pagamento com dois cartões, conciliação financeira, cobrança recorrente, entre outros. A integração é muito simples e pode ser feita com qualquer outro sistema e operadoras de banco.

Como eles funcionam em sua loja virtual?

Antes de contratar um gateway, é preciso entender que a primeira coisa a ser feita é firmar um convênio com uma operadora de banco, e isso levará de um a dois meses. Depois, deve-se esperar mais duas semanas para que o convênio seja ativado no gateway. Tudo isso é instalado em um servidor remoto.

O que significa que, apesar de ser acessado pela loja virtual, ele não tem acesso aos dados bancários dos clientes. Então, com esses detalhes já acertados, a sua loja está pronta para efetuar as transações. Nesse cenário, a execução é bem simples: o cliente acessa seu e-commerce e, quando finaliza a compra, o gateway faz a cobrança.

Assim que ocorre a confirmação, o dispositivo se comunica com as adquirentes que avaliam transação. Eles, por sua vez, vão até o emissor para validar os dados da compra e comprovar se há saldo suficiente para concluir o pagamento. Logo, o sistema da loja apenas espera a resposta. Dependendo do resultado, reagirá de acordo (transação autorizada, pagamento negado etc.). Esse processo todo dura no máximo três segundos.

Os pagamentos online serão mais seguros?

A segurança é uma questão importante em qualquer tipo de pagamento, seja ele online, seja físico. No caso das compras virtuais, é necessário que uma verificação seja feita em cada transação. Se são pequenas operações, o próprio lojista pode fazer essa verificação de dados.

Mas, no caso de grandes operações, isso exigirá uma atenção que pode prejudicar outras atividades. A melhor solução é o lojista contratar uma empresa à parte para cuidar da gestão de risco. É muito importante ter esse cuidado, afinal, imagine o que acontece se o seu cliente é roubado ou perde o seu cartão de crédito.

O ladrão faz uma compra e, consequentemente, o cliente entrará em contato para cancelar a operação. Assim, você perderá uma venda. Todo esse processo poderia ser evitado se um investimento em um sistema antifraude tivesse sido feito.

Afinal, mesmo que você contrate um gateway, é possível que ele não venha com esse sistema. Nesse sentido, embora a ferramenta tenha várias vantagens, o lojista terá que tomar suas próprias medidas em relação às fraudes e segurança de dados.

Então, ou ele contrata separado um sistema antifraude e um serviço de certificação SSL para proteger seus dados, ou contrata um plano de gateway que ofereça esses componentes para evitar fraudes no e-commerce.

Como escolher um gateway de pagamento para a sua loja online?

Alguns critérios devem ser levados em consideração na hora de escolher um gateway. Aqui, separamos quais são. Veja:

  • taxas: é importante avaliar quais são as tarifas cobradas pelos bancos e operadoras de cartões para realizar as transações, e também a cobrada pelo plano do dispositivo. Coloque tudo em um papel e avalie qual será o custo que isso terá sobre as suas vendas;
  • segurança: o gateway precisa estar de acordo com todos os padrões de segurança da indústria de pagamento. Inclusive, o PCI DSS, que é reconhecido pelas bandeiras Visa e Mastercard e que confirma a capacidade do dispositivo de lidar com os dados dos clientes;
  • integração: o aparelho deve oferecer uma integração completa e fácil a qualquer ambiente web. Ele precisa comportar as principais formas de pagamento, ter opções para transações por e-mail ou pelo manual express, além de ter compatibilidade com todos os sistemas operacionais;
  • recursos: é interessante escolher plataformas que ofereçam Back Office, pois essa ferramenta traz análise de informações em tempo real e a possibilidade de medir o desempenho das vendas. Algumas oferecem dispositivos antifraude e integração com o Google Maps para localizar o cliente;
  • suporte: lojas virtuais têm uma rotina bem dinâmica e, por isso, é necessário que o gateway contratado tenha condições de atender às necessidades do lojista. É interessante que o serviço ofereça suporte técnico 24 horas por dia, multicanal e com cobertura territorial de atendimento;
  • chekout: geralmente, as lojas virtuais dispõem do checkout padrão, que é quando o cliente clica em “finalizar a compra” e instantaneamente é direcionado para a página do intermediador. O ideal é que esse processo não ocorra, ou seja, que você não saia do site da loja. Para isso, é importante escolher gateways com a função de checkout transparente.

Além dos pontos citados acima, algumas questões devem ser ponderadas pelo comerciante. Ele deve se perguntar se a contratação do dispositivo ajudará a impulsionar as vendas online e reduzir tempo e custos. Adicionalmente, deve questionar se há compatibilidade com a plataforma digital que utiliza e qual a sua reputação perante a outras lojas parecidas com a sua, e claro, se melhorará a fidelização de clientes.

O que esperar ao contratar esse meio de pagamento?

O gateway oferece uma possibilidade bem grande de conversão, já que facilita o processo de incorporação de dados. Seu desempenho tende a ser melhor se for possível fazer a compra com 1 clique, em que é necessário apenas fornecer um e-mail e senha cadastrados para confirmar a transação.

Assim, é mais fácil que o cliente faça compras por impulso e há menos chances de abandono de carrinho. Outro ponto positivo é a alternativa de criar painéis e relatórios. Com esses dados, o lojista pode administrar melhor sua loja e acompanhar suas vendas com informações mais precisas.

Quais são os custos do gateway?

Como cada gateway pode ter características específicas, é muito difícil compará-los, principalmente no quesito preço, já que depende do pacote de serviços oferecidos. Contudo, os planos de contratação possuem determinadas taxas fixas pelas transações cobradas de forma pré-paga ou pós-paga (por meio de mensalidades).

Entenda que não é exatamente o gateway o responsável por essas tarifas, e sim os bancos que cobram essas taxas sobre as vendas e depósitos na conta do empreendimento. Dito isso, as principais cobranças são:

  • de implantação ou kick off: ela é paga uma vez só e tem relação com a instalação do dispositivo;
  • de mensalidade ou anualidade: é uma tarifa cobrada pelo volume de pagamentos processados;
  • de transação: a cobrança da taxa é um percentual sobre cada transação realizada;
  • de retirada: quando existe transferência de valores para a conta bancária do lojista. Em alguns casos, pode nem ser cobrada;
  • de estorno: aqui, quando é necessário devolver o dinheiro para o cliente. Geralmente, acontece quando há refutação de cobrança no cartão de crédito.

Quais os melhores gateways de pagamento do mercado?

Existem diversos tipos de gateways no mercado e, neste tópico, separamos os melhores. Confira!

PagSeguro

Bastante conhecido e usado em diversas lojas, o PagSeguro é considerado uma das melhores opções de gateway do mercado. Ele faz parte do grupo UOL e tem como vantagens: um extenso sistema antifraude, a opção de checkout transparente e o fato de aceitar uma variedade de bandeiras de cartões de crédito. O parcelamento pode ser feito em até 18 vezes e o lojista recebe o valor em 30 dias. Caso seja cartão de débito, em um dia útil.

PayPal

Também bastante popular, é um gateway compatível com todas as formas de pagamento. Seu sistema possui mecanismos para gerenciar tanto as compras, quanto as assinaturas. Com sua interface e-wallet, é possível fazer compras pelo celular.

Há também a opção de compra com 1 clique, as compras podem ser parceladas em até 12 vezes e o pagamento é recebido em um dia. Apesar da sua praticidade, clientes menos inexperientes podem ter dificuldades para realizar as etapas de finalização de compra, pois são um pouco complicadas.

Moip

Esse é um dos mais completos gateways do mercado. Ele possui integração simplificada e um checkout transparente. Assim, o cliente não precisa sair do site para realizar as compras e também para fazer assinaturas.

O lojista pode escolher antecipar os pagamentos e receber o valor das vendas em 14 dias, assim como há a opção de compra com 1 clique. Além disso, ele traz a possibilidade de retentativa automática em que, antes de cancelar o pagamento, a Moip tenta processá-lo por meio de outros adquirentes. Assim, a conversão não é prejudicada.

Iugu

Para gerenciar recebimentos, o Iugu é um dos melhores gateways. É bem completo e conta com o recurso de marketplace (uma plataforma em que é possível acessar várias lojas em um só lugar). Ele possui umas das menores taxas do mercado e checkout transparente. Também tem a opção de compra com 1 clique, e é possível agendar faturas.

Assim, é permitido antecipar cobranças dentro de até um ano e enviá-las para os clientes. O parcelamento é feito em até 12 vezes para compras com cartão de crédito e são aceitas as principais bandeiras do mundo (Visa, Mastercard, Amex, Diners e Elo). O Iugu oferece ainda envio automático de e-mails personalizados com a marca da loja para avisar sobre as faturas ou assinaturas.

Mercado Pago

Esse gateway tem suporte para pagamento por meio de celular e tablet, e plataforma para transações tanto para o aplicativo como para o site do lojista. Além disso, dispõe de sua própria máquina de pagamento de cartão e de um sistema antifraude com uma equipe especializada em segurança da informação.

O seu gateway aceita as principais bandeiras de cartão e outras formas de pagamento, como boleto e por app. Todas as transações são recebidas à vista pelo lojista, não importando o número de parcelas.

PayU

O Payu traz boas opções para o lojista. Uma delas é aceitar todos os meios de pagamento disponíveis (cartão de crédito, débito e boletos bancários). A empresa garante o prazo de até 2 dias para que a compra seja transferida para a conta do comerciante.

Caso a conta seja no exterior, o prazo é de até 22 dias uteis. Há uma taxa de retenção para transferência da conta da plataforma para a do lojista. A PayU garante o acesso a todos os meios de pagamento em uma única integração, inclusive, para cartão de crédito internacional.

Essa alternativa possui um sistema antifraude chamado Fcontrol, que se adapta a qualquer modelo de negócio e funciona da seguinte forma: à medida que o gateway recebe os pagamentos, o sistema assimila os dados e estrutura sua forma de proteção. O lojista pode configurar manualmente as regras de acordo com suas necessidades.

Cielo

Sim, uma das mais famosas fornecedoras de máquinas de cartão também dispõe de sua própria versão de gateway para pagamento. As vantagens do seu dispositivo são: fácil integração com os bancos e operadoras, possibilidade de receber pagamentos de cartões de crédito, débito e boleto.

Uma vez que a conexão ao gateway se dá sem nenhum intermediário, as operações são agilizadas, além de oferecer flexibilidade para registrar as transações. O lojista usufrui da alternativa de escolher como quer que funcione a confirmação de compra de acordo com o seu tipo de negócio.

Além disso, é compatível com Windows, IOS e Linux, e oferece checkout transparente, compra com 1 clique e sistema antifraude. Também há disponibilidade para fazer compras pelo smartphone e tablet.

Serviço contratado: o que fazer agora?

Apesar de ser bastante prático, o que o gateway oferece exige dos lojistas alguns adicionais para que seu funcionamento seja perfeito. Uma das questões mais importantes é a sua capacidade de se integrar.

Na realidade, a integração é a possibilidade de conexão com outros serviços. Ela precisa ser impecável para que, em conjunto, auxilie o processo de transação e para que o fluxo de dados seja automático.

Dessa forma, os pedidos podem ser administrados com facilidade pelo lojista. Esse é um dos pontos mais importantes quando se contrata o serviço e já falamos dele no início do post. Porém, a grande questão é: como essa integração ocorre na prática? A seguir, vamos entender como ela opera. Veja!

Como funciona a integração de gateways?

Pois bem, uma das primeiras coisas que é preciso ser dita sobre esse processo é que o lojista deve ter bem definida a ferramenta que faz sua loja existir virtualmente. Ou seja, as plataformas especializadas em e-commerce que o ajudarão a ter um site para vender os seus produtos.

Nesse contexto, ele pode escolher várias empresas para realizar essa função, assim como também pode escolher um módulo open source ou mesmo desenvolver o seu próprio espaço para a loja virtual.

Módulo open source ou plataforma especializada?

Um módulo open source é uma interface de código aberto, isto é, em que é viável alterar a estrutura do local. Já uma plataforma de e-commerce, como nome diz, é um local no qual é possível criar e gerenciar a loja virtual.

Caso a escolha seja primeira ou a segunda opção, é necessário saber se o gateway escolhido, já possui integração com essas plataformas. Se não for possível, deve-se conversar com os desenvolvedores e verificar se não existe uma chance de integração.

Na condição de haver integração, o lojista precisa entrar em contato com a empresa do gateway para definir as funcionalidades que são interessantes para o seu negócio. Além disso, é preciso entrar em contato com os adquirentes e a empresa que ficará responsável pela segurança das transações. Geralmente, o gateway vem com um painel de acompanhamento de serviços, sendo necessário apenas habilitar as funções contratadas.

E o desenvolvedor próprio?

Em relação ao desenvolvedor próprio, é preciso que o comerciante passe a documentação do gateway para que o especialista analise o que é permitido fazer. Normalmente, o site do dispositivo oferece essas informações. Elas são importantes, pois apresentam todas as funcionalidades que o gateway disponibiliza. É possível saber se ele é PCI e todos os dados técnicos. Além do mais, é por ela que o desenvolvedor poderá fazer a integração.

Com certeza ficou claro como os gateways são dispositivos importantes para o funcionamento da sua e-commerce. Sem eles, seria impossível conseguir registrar e processar as suas transações. Salientamos que apenas adquirir esse dispositivo não é o suficiente, já que sua função é muito específica.

Sobretudo, a questão da segurança dos dados é um importante assunto e merece toda a atenção do lojista se ele não quer perder vendas e clientes. Por isso, o investimento em um sistema antifraude ou mesmo em dispositivos que já incluem esse serviço é fundamental para os que querem ter uma loja virtual.

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